O Design Thinking, por estar associado à criatividade, oferece um espaço onde a pessoa pode ficar livre para expor suas opiniões, pensar, experimentar, discutir e errar sem serem julgadas – inclusive, são fases importantes do processo para encontrar soluções para os problemas, porque o exercício é exatamente projetado para tirar o cérebro da zona de conforto e enxergar além, só assim para se inovar!

Pilares essenciais

Ele se apoia em três pilares essenciais que ajudam a compreender os problemas:

Empatia

A empatia é a capacidade de compreender o outro e se colocar no lugar dele, levando em consideração que ele possui uma história, experiências e contextos sociais bem diferentes do nosso, por isso possui outras opiniões e comportamentos. Só depois de se despir dos pressupostos e compreender o contexto do outro será possível entender as necessidades das pessoas envolvidas no problema e desenvolver algo voltado a elas.

Colaboração

As ideias são fruto da maturação de diversas situações que passamos, por isso propõe-se a formação de um grupo multidisciplinar: a conexão entre as diversas áreas do conhecimento proporciona pontos de vista diferentes, assim, quando as ideias são expostas em um ambiente coletivo, que envolve e explora a diversidade, a solução inovadora do problema é mais facilmente alcançada.

Experimentação

Após observar e analisar todas as hipóteses e chegar ao denominador comum, é hora de agir. Para isso, o grupo precisa sair do campo das ideias, levar o material teórico para a prática da vida, considerando os mais variados contextos – essa é a proposta da experimentação. É importante ouvir os feedbacks, para ter certeza de que seu produto está sendo eficaz e eficiente no seu dever – o aprendizado está diretamente ligado ao erro e, quanto mais cedo ele for corrigido e reduzir o risco, melhor será o resultado final. Aqui, os participantes do projeto vão construir e testar as soluções para reduzir os erros no momento da implantação.

Fases do Design Thinking

Sempre apoiados nesses três pilares, o projeto em si segue três fases que, se forem seguidas corretamente, aumentam a aceitação do público tanto do produto/serviço como da própria marca:

Imersão

Nessa primeira etapa, os envolvidos no projeto precisam mergulhar no assunto: pesquisar e ir atrás da maior quantidade possível de informações para descobrir os caminhos para inovar e as necessidades do consumidor – aqui, é muito importante o uso da empatia.

Essa etapa é dividida em duas partes: a preliminar, onde a equipe se aproxima do problema, tendo o entendimento inicial a partir das pesquisas exploratória (onde há a familiarização do pesquisador com o objeto) e desk research (quando se faz um levantamento dos materiais publicados em relação ao público-alvo ou produto pesquisado); e a em profundidade, quando é feito o projeto de pesquisa, utilizando técnicas antropológicas para obter material suficiente para conseguir identificar as necessidades e oportunidades que guiarão a solução do problema.

Ideação

Nessa etapa, ocorre a formação de ideias estimulando à criatividade, portanto, as pessoas precisam expor suas ideias sem censura e sem medo. As sugestões têm que fluir, exercitando-se os dois lados do cérebro: o pensamento lógico (lado esquerdo) e o pensamento criativo (lado direito).

Propõe-se que o projeto seja composto por pessoas com formações e estilos de vida diferentes, para que os pontos de vista divergentes ajudem a compreender e chegar mais perto da solução do problema e, assim, no final, chegar ao denominador comum. Normalmente, além da equipe multidisciplinar, inclui-se o público (usuários) que serão servidos pelas soluções e profissionais da área, para obter um resultado mais direcionado.

Prototipação

Após uma ou algumas das ideias geradas terem sido discutidas e maturadas, o projeto entra na etapa prática. A prototipagem nos faz pensar de forma realista, aplicar o modelo a um contexto de interação com as pessoas, observando seu funcionamento a partir das necessidades e percepções de valor do cliente.

São criados modelos de teste do produto/serviço para coletar mais feedbacks, testar a eficiência, reduz as incertezas, notar os possíveis erros e tornar as soluções dos problemas mais assertivas.

Apesar de ser a última etapa do processo, a prototipagem atravessa todo o projeto: só assim, saindo do papel e se inserindo na realidade do cliente, é possível separar as ideias que podem dar resultados favoráveis e abandonar aquelas que não foram bem recebidas, dessa forma, o grupo investe tempo só naquilo que lhe é útil.

Conclusão

Passada a última fase, é hora de implementar as ideias que se sobressaíram, lançando-as no mercado. Isso garantirá uma melhor aceitação do produto pelos clientes e fará com que a empresa contorne a mesmice presente no mercado, mas é preciso continuar se transformando, uma vez que o processo é e sempre será contínuo e incremental.

Muitos projetos de Design Thinking acabam fraquejando nessa última fase de implantação (o que é totalmente natural). Essa é a hora de repensar o caminho trilhado até chegar na etapa final. Precisa-se tirar como lição que o caminho é tão (ou mais) importante que o destino, porque é justamente nele que descobrimos os pontos fracos, temos as ideias, testamos o produto, repensamos os erros e chegamos à solução dos problemas – todos são passos igualmente importantes para o sucesso do projeto.

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