A mudança mercadológica provocada pela economia compartilhada

Você já ouviu falar nos 3 Rs da sustentabilidade? “Reduzir, reutilizar e reciclar” é o lema das ações sustentáveis que visam minimizar o desperdício de materiais e produtos. De início, essa ideia invadiu o campo social, com o objetivo de repassar o que não tem mais utilidade para aumentar o ciclo de vida dos objetos. Agora, essa ideia está influenciando até mesmo o pensamento das empresas para com suas ações.

Isso se deve ao fato das gerações Y e Z, os chamados consumidores sustentáveis, estarem cobrando delas uma atitude eficaz contra o consumo exacerbado. Ou seja, além de mudanças reais nos produtos, os novos consumidores querem princípios e atitudes condizentes com o novo estilo de vida deles! Assim, as empresas estão tendo que se reinventar para tornar-se mais proativas nessas questões e atingir as exigências e expectativas dos seus consumidores.

Economia compartilhada

Esse modelo de negócio baseado no compartilhamento existe há bastante tempo. No entanto, o termo em si foi criado mais recentemente. Ele trouxe um novo propósito para cada uma das ações que já eram realizadas (como vaquinhas, caronas e aluguéis de carros e de apartamento para temporada), mas agora mais tecnológica, possibilitando a organização dessas formas de colaboração.

Embarcando nessa onda sustentável, temos as novas empresas focadas em economia compartilhada. Essa proposta de compartilhamento de bens e serviços está ganhando forças e destaque. Isso acontece principalmente por ela estar apoiada, também, na colaboração e cooperação. Além disso, também proporciona interação social, reinventa a forma de trabalho e traz mais qualidade de vida.

Podemos dizer que a economia colaborativa se fortaleceu na interseção de quatro pontos-chaves:

  • Social: ajudou na ampliação no número de empregos influenciado pelo desejo das pessoas de realizarem atividades mais solidárias (altruístas);
  • Econômico: as pessoas começaram a perceber que podiam monetizar o que está ocioso. Isso ajudou a aumentar a renda e a dividir os gastos entre os interessados;
  • Tecnológico: estão se beneficiando das redes sociais e plataformas digitais. O objetivo é criar comunidades compostas de pessoas que compartilham determinado interesse. Os participantes não precisam estar necessariamente geograficamente pertos;
  • Ambiental: como dito, os consumidores estão pensando mais nas questões ambientais, buscando formas de viver em harmonia com o meio ambiente. Uma das formas encontradas para preservá-la foi através da utilização de menos recursos naturais.

 

Coworking

O coworking está indo na contramão da exclusão social que a globalização vem provocando. Ele significa o compartilhamento do local de trabalho por diferentes pessoas ou empresas. Esses espaços são considerados bastante democráticos e diversificados, possibilitando a interação entre pessoas de diferentes áreas que compartilham valores e buscam a sinergia através de troca de ideias e experiências.

Optar por um coworking é escolher trabalhar em um espaço leve, diversificado, descontraído e colaborativo. Além disso, ajudará a separar melhor sua vida pessoal e profissional, afastando distrações causadas pelo home office.

Ademais, promoverá uma rotina de trabalho e passará mais credibilidade por possuir um endereço comercial. Ainda terá a vantagem de evitar o desconforto de receber os clientes em sua casa.

Dessa forma, podemos dizer que o coworking permite contato social que pode proporcionar parcerias e, até mesmo, novas amizades. Ele também permite tenha comodidade e facilidade de se estabelecer em um local onde não precisa se preocupar com nada, porque toda a estrutura é proporcionada pelo espaço.

Conclusão

As atividades desse setor vieram para ajudar desde os empreendedores até os consumidores. Além disso, também tenta restaurar os laços dentro das comunidades através do compartilhamento de bens e serviços.

Apesar de ainda ser um setor muito novo, ele está chamando a atenção dos empresários e já é considerado uma das atividades com maior expansão nos próximos anos. Portanto, você, comerciante, deve se adaptar a essa nova realidade para não ficar de fora.

Escrito por