A importância da Black Friday para o e-commerce brasileiro

A Black Friday chegou ao Brasil em 2011 e, atualmente, é considerada a segunda maior data do varejo (atrás apenas do Natal) e maior evento de e-commerce do Brasil, ganhando maior adesão dos consumidores a cada ano. É um evento anual, que acontece na quarta sexta-feira de novembro e oferece descontos relevantes em várias categorias de produtos. Os eletrônicos e eletrodomésticos são os mais visados, mas as ofertas atingem também roupas, calçados, livros, perfumes, tênis e entre outros.


Diferente dos Estados Unidos, o evento começou exclusivamente nas lojas online, migrando para o varejo físico – em muitos casos, envolve os dois meios: compras online com retirada na loja. Além disso, atinge tanto o pequeno quanto o grande varejista.

Dados sobre o e-commerce brasileiro

Em 2017, as lojas alcançaram um faturamento de R$2.1 bilhões, com 3,8 milhões de pedidos pelos consumidores – comparado com 2016, o faturamento teve um aumento expressivo de 10%. O Ticket Médio foi acima de R$500,00, o que significa que os consumidores aproveitam essa data para comprar itens mais caros (como eletrônicos).


A pesquisa realizada pelo instituto de pesquisa Provokers é interessante para analisar o cenário. Foram ouvidos 1.500 consumidores online, de 18 a 54 anos, das classes A, B e C, de todas as regiões do país, ao longo de julho de 2018. Segundo a pesquisa, 99,5% das pessoas conhecem essa data – houve um enorme aumento quando comparado a 2014, que só 27% tinham conhecimento.


Apesar de ser muito conhecida, 70% dos internautas responderam que compraram em uma Black Friday e algumas pessoas alegaram ainda ter medo de participar – um dos principais motivos é a falta de confiança nas promoções (segundo 37% dos entrevistados). Em compensação, 75% dos entrevistados que consumiram, disseram que gastaram o valor que pretendiam ou menos.


Hoje, os e-shoppers somam mais de 60 milhões e esse número é diretamente influenciado pela Black Friday e pelos eventos que o sucedem (13º salário, Natal, Ano Novo e Saldão). Do total de entrevistados, 9% disseram que não comprariam esse ano – se considerar só os que consumiram, apenas 2% falaram que não aproveitariam essa data de novo nesse ano. 78% das pessoas que consumiram voltaram a comprar na loja, após a primeira experiência de compra na Black Friday – o que mostra que é preciso investir em estratégias para aproveitar os leads conquistados.


Os consumidores estão pesquisando os valores cada vez mais cedo – apenas 6% dos entrevistados alegaram que não pesquisam antes de comprar, isso significa que a chance dos clientes saberem que foi aplicado o golpe “metade do dobro” é muito grande e isso prejudica a imagem da empresa. 86% dos consumidores alegaram utilizar a web para pesquisar ofertas – dos que consomem em loja física, 53% utilizam também a pesquisa da web. Diferentemente do Natal, as compras realizadas na Black Friday são planejadas.


Em 2017, o volume de buscas por produtos no Google aumentou 57% em relação ao volume normal médio das sextas-feiras de novembro, antes da Black Friday – eletrônicos e eletroportáteis apresentaram variação acima de 300%. Smartphones foi a categoria mais popular de 2017, seguido de TV e eletroportáteis. Categorias como roupas, perfumes e tênis ganharam relevância. Em 2016, categorias como eletrônicos, viagens e beleza tiveram destaque (com alta de 15% em relação a 2015).

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