A diferença na experiência de consumo entre as gerações

As transições de gerações acontecem por algum motivo impactante envolvendo tecnologia. Ao observar a linha histórica das gerações, é possível perceber que essa transição influencia diretamente o comportamento de compra dos consumidores. Cada uma delas possui suas particularidades e uma geração tenta combater os estereótipos da geração passada. A seguir, será citado um pouco sobre cada geração:

Baby Boomers

São considerados aqueles nascidos no período pós-Segunda Guerra Mundial até 1960, que ocasionou uma explosão na taxa de natalidade. Esse período também é marcado pelo início da Terceira Revolução Industrial, que, dentre suas várias características, importa-nos o uso crescente da informática e a massificação de produtos tecnológicos.

Eles priorizam um padrão de vida estável, estabilidade na carreira e emprego fixo. São idealistas, revolucionários e coletivos. Dão preferência a qualidade, são decididos e não são influenciados. Dão preferência ao relacionamento pessoal e são mais fiéis a uma marca, por terem nascido em uma época onde não havia tanta opção de escolha.

Geração X

Inclui aqueles nascidos entre os anos 60 e 79. Observaram mudanças no campo da tecnologia, como a popularização dos computadores pessoais e o início da internet, ajudando no seu desenvolvimento – esse período também foi marcado pelo início do e-commerce. São representantes, hoje, da maior parte da população economicamente ativa.

Foram influenciados pela hegemonia do capitalismo e pela meritocracia, por isso são entusiasmados, competitivos e não fogem de um desafio. Buscam uma carreira profissional estável e equilibrada com a vida pessoal e prezam pela segurança (demonstram preocupação com a segurança dos seus dados). Tende a ser materialista e consomem para mostrar status.

Geração Y

Chamada também de Millennials, são aqueles nascidos entre as décadas de 80 e 90. Presenciaram os maiores avanços tecnológicos e prosperidade econômica, principalmente a liberação da internet para uso comercial. Cresceram com TV a cabo, videogame e computador.

É a primeira geração totalmente globalizada, o que deu a eles o poder de se manter conectados e próximos a todo mundo, mesmo que a distância – o uso das redes sociais permite manter relações pessoais próximas com pessoas que moram longe, além de poder partilhar sua vida com os outros.

Por estarem sempre conectados, são ótimos propagadores da marca nas suas redes sociais. São exigentes, informados, globalizados e questionadores. Não possuem apego à marca e não são materialistas. São atraídos por experiências e facilidades.

Geração Z

São os nativos digitais. Jovens nascidos a partir dos anos 90 – pleno boom da internet. São pessoas que evitam rótulos, exercem multitarefas, valorizam a verdade, exigentes e valorizam as experiências.

Essas pessoas sofrem com a falta de intimidade com a comunicação verbal, ou seja, não estão se comunicando mais fora do meio virtual – estão falando pouco e ouvindo menos ainda. É uma geração fadada ao egocentrismo, onde a única preocupação é com eles mesmos.

Por eles estarem conectados a todos os canais, podem ser considerados a geração mais “omnichannel” de todas – eles tendem a usar muito a internet para consultar as coisas, mas a opção de ir até uma loja física também é bastante válida. Podemos observar, portanto, que o comportamento do consumidor tende a convergir cada vez mais para a junção do mundo online ao offline, tornando-se uma jornada multicanal.

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